Sustainability & ESG

Saint-Gobain Adiciona Caminhões Pesados Elétricos à Frota no Reino Uni

Saint-Gobain está colocando caminhões pesados elétricos nas estradas do Midlands, no Reino Unido — um teste na cara dura de transporte zero emissão no meio de regras verdes cada vez mais duras. Mas será que rola duas entregas por dia sem dor de cabeça?

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Caminhões pesados elétricos Volvo carregando no hub logístico Gotham da Saint-Gobain em Nottinghamshire

Key Takeaways

  • O teste de cinco anos da Saint-Gobain com eHGVs mira 12 mil entregas e economia de mais de 3.500 toneladas de CO₂ com caminhões Volvo e carregadores Gridserve.
  • Os super carregadores 'na base' do hub Gotham enchem a 80% em 90 minutos, bancando duas ciclos diários.
  • Isso testa a escalabilidade pro net-zero na logística do Reino Unido, ecoando viradas de combustível passadas, mas dependendo de rede elétrica e resistência de baterias.

Caminhões elétricos não são mais conversa fiada.

Saint-Gobain, o gigante francês por trás de materiais leves de construção como placas de gesso, acabou de fechar negócio por seis caminhões pesados elétricos Volvo — eHGVs — pra rodar cargas pelo Midlands no Reino Unido. Eles se juntaram com XPO Logistics e Gridserve pra montar carregadores ultrarrápidos no hub de Gotham, em Nottinghamshire. Não é daqueles testes meia-boca; é um trampo de cinco anos mirando mais de 12 mil entregas e evitando umas 3.500 toneladas de CO₂ equivalente. Imagina só: os caminhões saindo da fábrica British Gypsum em East Leake e do centro de distribuição no Midlands, duas voltas por dia em cada um.

Por Que Agora Essa Aposta em Caminhões Pesados Elétricos da Saint-Gobain?

Olha, o mundo do frete na Europa tá virando de cabeça pra baixo. Reino Unido rumo ao net-zero até 2050? As regras estão apertando — Zonas de Baixa Emissão se espalhando, impostos de carbono batendo na porta. O CEO da Saint-Gobain, Dean O’Sullivan, chama isso de “mais um passo adiante” rumo ao net-zero. Mas o pulo do gato é esse: os hubs logísticos virando fortalezas de energia. Essa parada de ‘super carregamento na base’? Seis pontos que enchem os caminhões a 80% em 90 minutos, 100% em menos de duas horas. Nada de caça ao plugue de madrugada; esses Volvos — cinco tratores e um rígido — pegam a estrada entre abril e junho de 2026.

É quase arquitetônico, vai por mim. Hubs como Gotham não são só galpões mais. São monstros ligados à rede, prontos pra carregadores de megawatts que podem escalar pra dezenas de eHGVs. XPO cuida da operação, Gridserve da energia. Duvidando? Faz sentido. Baterias em bestas de 40 toneladas sugam energia pra caramba — pense em pacotes de 500-600 kWh contra os 100 kWh do seu Tesla. Mas o FH Electric da Volvo promete 300 km de autonomia carregado, o suficiente pros loops do Midlands.

“Testar seis caminhões pesados zero emissão de escapamento pelo Midlands é mais um passo adiante pra gente. Os testes operacionais estendidos desses veículos 100% elétricos fazem parte da nossa jornada maior pra reduzir o impacto do nosso negócio e, no fim das contas, virar uma empresa net-zero em carbono.”

As palavras do O’Sullivan soam sinceras, mas tem aquele verniz corporativo. Eles estão “trabalhando de perto com clientes e motoristas” pra pegar feedback. Esperto — porque eHGVs não são pluga e pronto. Frenagem regenerativa ajuda, claro, mas manhãs frias derrubam a autonomia em 20-30%. E duas voltas diárias? São 500-600 km, forçando a barra sem carregadores no meio do caminho.

Caminhões Pesados Elétricos Aguentam Duas Entregas Diárias no Reino Unido?

Aqui vai meu ângulo exclusivo: isso lembra o boom dos caminhões a diesel nos anos 70. Na época, as montadoras juravam que os diesel fumegantes iam acabar com os motores a pistão — combustível mais barato, torque infinito. As frotas compraram a ideia, as regras demoraram, crises de petróleo forçaram a virada. Hoje, eHGVs são os disruptivos, mas a infraestrutura é o gargalo. A rede do Reino Unido range; a National Grid avisa que picos de carregamento de HGV podem fritar transformadores locais. Saint-Gobain dribla isso com mega carregadores no depósito — um modelo, se der certo.

Vai mais fundo: teste de cinco anos não é à toa. Baterias degradam 2-3% por ano em ciclos pesados; Volvo garante até 70% de capacidade. Custo? Um eHGV equipado sai por £300k-£400k contra £150k do diesel, mas o custo total de propriedade vira depois de 200 mil milhas com eletricidade a £0,20/kWh contra £1,50/litro de combustível. A conta do CO₂ bate — 3.500 toneladas evitadas pressupõe 80% de utilização e energia limpa da rede. (A Gridserve é mais solar, na maior parte.)

Mas vamos desmascarar o blá-blá-blá: caminhões “zero emissão”? Sei. A mineração de baterias é suja, a rede tem 20% de fósseis. Zero de verdade? Hidrogênio tá no horizonte, ou catenárias aéreas pros motores. Ainda as

Aisha Patel
Written by

Former ML engineer turned writer. Covers computer vision and robotics with a practitioner perspective.

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Originally reported by Logistics Manager